Você já teve certeza de alguma coisa em que no momento presente parecia quase impossível, mas que no final era aquilo mesmo que você tinha tido certeza?... Qual seria o nome disso? Fé, intuição, clarividência, inconsciente coletivo?... Te aliviaria saber o que origina esse tipo de situação?...
Há quanto tempo será que vimos tentando entender as coisas mais do que experenciá-las... Acho que não tem nada de mais também isso de querer entender né... Ou será que só os gênios se permitem perguntar o porquê da maçã cair do pé?... Mas acredito que ainda que ele tenha se perguntado e a partir disso criado teorias posteriormente consideradas leis físicas, eu suponho, quase que com certeza, que ele comeu a maçã e que a sombra da árvore estava uma delícia... (ou quem sabe puro tédio?...).
Ali havia uma dessas certezas que surgem das dúvidas... "não acredito em nada além do que duvido"... Mas existe uma bússola interna que aponta a direção... Por que será que criamos as bússolas baseada nos astros e por que acreditamos neles?... A regularidade dos ciclos, das sombras, do sol que se põe (alguém aqui já brincou de relógio solar desenhado no chão de areia?...), das maçãs que caem... Por mais que nos perguntemos: de onde vem isso?... A gente sabe que acontece.
Sentir, viver, existir, pressentir, precede a compreensão.
Nos tempos onde os ciclos estão alterados, quimicamente, artificialmente, onde o céu de poluição cinza ofusca a vista das estrelas, é um pouco mais difícil de se compreender o céu de dentro, a bússola interna que sempre sabe o caminho certo... Multiplicamos as neuroses, a partir da certeza do controle. E esse controle requer compreensão do processo de compreensão.
Em tempos (pós) modernos, a necessidade de compreensão precede a existência. Tão artificial quanto a vida que vivemos e a comida que comemos é a forma como existimos.
A angústia perene talvez seja fruto dessa certeza interna que duvida de si mesma, o tempo todo. Incapazes dos sentidos, cientistas de si mesmos, dissecam-se em busca de observar a carne crua para acreditar se o que sentem é verdade, quando na verdade o que era pra se fazer com o sentimento era tão pura e simplesmente senti-lo; e com a vida, vivê-la.
Nascemos para viver. E a vida, ela própria, tem-nos sido estranha e parecido artificial.
quarta-feira, 11 de setembro de 2019
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Bruta realidade
Ahhhh faz tempo... Faz tempo que não escrevo por aqui... Haveria um motivo?... Talvez a dificuldade em ordenar racionalmente as ideias...
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Como isso está difícil... E olha que me expressar sempre foi meu forte... Eu iniciei e apaguei... Sinto que me devo um texto de 202...
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Em 26 de março eu disse: Convoque seu buda. Outro dia, já faz um tempo também... Eu disse que escreveria mais... Tô tão angustiad...
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